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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Quando extrair os dentes de leite do cão

Se o dente permanente nasce e o dente de leite não cai, o cão fica sujeito a alterações na mordedura (alterações de oclusão) e a sérios traumas. Saiba como identificar o problema e como corrigi-lo.


Assim como acontece com os humanos, cães nascem desdentados. Por volta dos 20 a 30 dias de vida começa a formação da primeira dentição, o que os torna capazes de fazer a preensão e a trituração dos alimentos, conduzindo gradativamente ao desmame.
No filhote de cão crescem 28 dentes de leite – chamados de dentes decíduos pela odontologia – , constituídos por três incisivos, um canino e três pré-molares em cada lado da maxila e da mandíbula.
Com a erupção dos dentes de leite, ocorre o rompimento da gengiva, o que causa irritação local. Esse desconforto tende a estar presente por toda a fase de erupção dentária.

Nascimento dos dentes de leite

Dentes decíduos
Incisivos – 3 a 4 semanas
Caninos – 3 semanas
Pré-molares – 4 a 12 semanas
Molares – não há


Período das trocas dentárias

Dentes permanentes
Incisivos – 3 a 5 meses
Caninos – 4 a 6 meses
Pré-molares 4 a 6 meses
Molares – 5 a 7 meses


Dentes de leite persistentes

Quando um dente permanente começa a se desenvolver, este induz a reabsorção das raízes do dente decíduo correspondente, o qual vai perdendo sua sustentação, ficando “amolecido”, até cair.
Às vezes, porém, a queda não acontece. O dente permanente pode erupcionar em lugar errado e ficar em má posição, já que, como diz a antiga lei da física, dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. O problema, chamado de maloclusão, é mais freqüente em cães de raças pequenas, como o Poodle, Yorkshire, Shih Tzu, Maltês, Schnauzer e Pinscher, mas aparece também em cães de grande porte e em gatos.
A maloclusão prejudica, no mínimo, a mastigação eficiente. Entre outras conseqüências mais graves está o dente canino inferior permanente erupcionar pelo lado de dentro do dente de leite, próximo à língua, e atingir o céu da boca (palato), causando dor e até perfuração. Ou então, o dente permanente canino da maxila erupcionar na frente do dente decíduo e ocupar o espaço do canino inferior, causando desgaste prematuro de ambos e até fratura, pelo contato dente com dente.

Diagnóstico fácil


A persistência do dente de leite é percebida com um simples exame de cavidade bucal, feito por volta dos 4 aos 6 meses de idade, fase da troca dentária. Considera-se que o problema está presente quando se encontra um dente decíduo firme ou com pouca mobilidade ao mesmo tempo que já se pode ver erupcionando a extremidade superior (cúspide) do respectivo dente permanente. Nesse caso, é recomendada a exodontia imediata do dente de leite, ou seja, a sua extração.
A cirurgia deve ser realizada com cautela para não danificar o geme do dente permanente. Previamente, são feitas radiografias intra-orais do dente a ser extraído, para avaliar a presença e exata posição das raízes, além de suas condições (se estão em processo de reabsorção ou não). Deve-se ter o cuidado de não fraturar a longa e fina raiz do dente que está sendo extraído, especialmente se for um canino, já que a remoção do fragmento fraturado dá mais trabalho e toma mais tempo.
Para evitar o risco, faz-se um retalho muco-gengival que expõe o osso alveolar, permitindo visualizar a raiz e removê-la pela face vestibular. A seguir, com movimentos delicados de rotação, feitos com uma alavanca, luxa-se o dente para, em seguida, ser feita a remoção com a ajuda de um fórceps. A curetagem do alvéolo promove um coágulo que acelera a cicatrização óssea. Finaliza-se o procedimento com a sutura do corte, feita com fio absorvível.

Por: Vanessa G. G. Carvalho
Fonte: Cães & Cia

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